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3 perguntas que vão te ajudar a criar maior empatia com o seu colaborador no período da COVID

Estamos vivendo um momento desafiador em todas as serventias extrajudiciais. Além das dificuldades financeiras e administrativas temos um momento sensível no qual precisamos gerenciar os próprios sentimentos e os sentimentos da equipe, que na maioria das vezes são sentimentos complexos e profundos como os de medo, frustração, impotência.

Esses sentimentos estão atrelados a fatos vivenciados no trabalho (medo de contaminação, medo de contaminar parentes, frustração por não estar contribuindo de forma efetiva para a sociedade por conta de uma suspensão do contrato de trabalho, impotência perante a possibilidade de uma demissão, etc) ou fatos da experiência familiar (dificuldades financeiras, problemas na educação dos filhos, stress causado pela "clausura", depressão de algum familiar).

Diante disso, os líderes passam a ter uma função relevante para a criação de um ambiente harmônico e agregador. Uma das ferramentas mais eficazes para melhorar o clima organizacional são as reuniões de feedback, por isso separei 3 perguntas que você pode fazer em uma reunião que irão te ajudar a compreender o que cada colaborador esta passando e formular estratégias para o seu desenvolvimento mesmo em tempos de crise.


Pergunta número um: Como você está se sentindo nessa época de crise?
Com essa pergunta você oferece espaço para o seu colaborador desabafar alguns sentimentos que possam estar trazendo sofrimento ao seu dia a dia. Apesar de o líder não ter a função de trazer respostas a todas as perguntas e dificuldades para a vida dos seus liderados, é importante que ao menos ele conheça e compreenda os seus conflitos internos, profissionais e familiares.



Dica: Nesse momento, se você ainda não tem o costume de fazer esse tipo de perguntas, pode ser que o seu liderado responda de forma evasiva. Não tenha medo de aprofundar a comunicação utilizando algumas expressões como "Entendo. Você diz que está tudo bem, mas na sua família houve algum impacto direto?" e assim por diante.
Dica 2: A maioria dos sentimentos são muito complexos. Não tente aconselhar a pessoa que está compartilhando os sentimentos nem dizer que já passou por isso a não ser que você tenha sido convidado a compartilhar a sua opinião. A maioria das vezes em que não exercemos a empatia é porque tentamos ver o sentimento dos outros com base nas nossas experiências, quando na verdade, ter empatia é tentar ouvir e compreender a questão sob a perspectiva do outro.

Pergunta número dois: O que mudou na sua vida de fevereiro para cá?
O objetivo aqui é saber de forma a COVID impactou a rotina do seu colaborador. Sobre isso você pode se surpreender com uma resposta positiva, como a que eu recebi de uma das minhas colaboradoras que disse: "mudou para melhor pois eu não tenho mais o stress decorrente da pressão dos clientes e dos próprios colegas de trabalho me pedindo serviços urgentes". Outra resposta interessante foi: "Eu me sinto menos cansado porque não tenho que passar pelo transporte público diariamente".



Dica: Lembre-se de fazer uma ata para todas as suas reuniões de feedback com data e nome do entrevistado. Pela leitura da ata você poderá criar um plano de desenvolvimento para o seu colaborador e dar continuidade a conversas que não foram concluídas por conta do tempo.
Nesse primeiro caso eu utilizei essa resposta para trazer uma reflexão sobre "o que será preciso fazer para manter esse ambiente livre de stress e pressão depois do fim da ESPIN (Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional)."

Pergunta número três: Você passou a dar mais valor a alguma coisa aqui no Cartório depois que começou a ESPIN?
Essa pergunta pode gerar algum sentimento de gratidão em seu colaborador e você precisa saber quais são os itens que ele valoriza se quiser motivá-lo da forma correta. Uma pessoa que valoriza o trabalho em equipe e passou pela ESPIN irá ressaltar o esforço da equipe que se manteve coesa. Alguém que valoriza organização irá elogiar o empenho dos gestores que atuaram rapidamente na reorganização da equipe.



Espero que com essas 3 perguntas você possa iniciar uma nova fase de empatia no seu ambiente de trabalho e assim conduzir a equipe para um ambiente mais saudável e produtivo!

Compartilhe comigo se gostou e como pretende colocar em prática os ensinamentos deste artigo. Se tiver dúvidas sobre a condução desse momento fique a vontade para perguntar também!

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